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Subprojeto: 
Ninhos Artificiais
 
Desenvolvimento de Ninhos Artificiais para o 
Papagaio-charão, Amazona pretrei
em sua Região de Ocorrência
 
 
 
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 Índice
Introdução
Material e Métodos
Período de 09/1995 a 01/1997
Apêndice 1 >=> Lista de ninhos por fazenda 
Apêndice 2 >=> Perigos ocultos
Aspectos Gerais
 
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Introdução
 
Outrora distribuído desde São Paulo ao Rio Grande do Sul no Brasil,
e Missiones na Argentina (SICK, 1984),
hoje restrito à parte do Rio Grande do Sul e uma pequena área de Santa Catarina
o Papagaio-charão, Amazona pretrei,
tem sofrido uma intensa pressão ambiental pelas profundas modificações impostas ao seu meio.
 
Dependente da mata nativa para a obtenção de alimento ao longo do ano
e para a utilização de seus ocos para nidificar na primavera,
esta espécie tem encontrado a cada ano, ao retornar de seus deslocamentos,
uma mata menor e mais pobre.
 
A substituição da mata nativa por campos de cultivo de cereais e pastagens
tem sido pouco significativa nos últimos anos, porém,
a utilização desta mata como abrigo e pastejo do gado,
uma tradição centenária que não deixa o mato regenerar-se
e o aproveitamento das árvores velhas ou secas para servir de lenha,
(justo elas que estavam mais aptas a apresentar ou formar ocos),
continuam minando as últimas forças reprodutivas do Papagaio-charão.
 
Estando comprometida a natural regeneração das matas nativas,
e o replantio carecendo por enquanto, de interesse econômico e precisando de décadas
para que suas matas tomem corpo e formem ocos,
pensa-se na necessidade, para este período, de uma complementação artificial
para os ocos de ninho.
 
O conhecimento sobre ninhos naturais de A. pretrei até 1991 eram incipientes,
com apenas cinco ninhos descritos (SILVA, 1981 e VARTY, 1991).
 
A partir daí, dois trabalhos se seguiram, objetivando entre outros, esse fim
(PRESTES, em prep. e VARTY, em prep.), apresentando importante contribuição
de mais de cem descrições de ninhos naturais com um bom nível de detalhes.
 
Para obter ninhos artificiais economicamente viáveis,
o trabalho ora apresentado objetiva: experimentar modelos criados a partir dos ninhos naturais,
conhecer e avaliar os problemas na utilização destas técnicas e estabelecer parâmetros,
com o intuito de oferecer mais uma ferramenta
às futuras estratégias preservacionistas.
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Material e Métodos
 
  1 - Regiões de atividades:
 
Estas atividades deverão ser desenvolvidas na área de distribuição dos papagaios
do dormitório de reprodução do Parque Municipal de Carazinho, porém,
centradas naquelas matas com registro de ocorrência dessa espécie.
 
2 - Material utilizado, instalação e identificação:
 
Serão utilizados ninhos de madeira bruta com diversos tamanhos e formas,
e instalados em árvores que os comportem em seu arcabouço
de maneira mais integrada possível.
 
  Cada árvore de ninho será identificada e terá um croqui da sua área num raio de 15 metros,
contendo a demarcação, e medição das espécies arbóreas
com diâmetro na altura do peito (DAP = 1,50 m do chão) maior que 10 dcm
e registradas com um nível de detalhamento (ND) de 1 dcm.
 
  O sombreamento pela cobertura superior na árvore do ninho ao nível do ninho,
será analisado por quadrantes de 0,0 a  5,0 m, de 5,0 a 10,0 e de 10,0 a 15,0 m de raio,
com um ND de 20%.
 
  Após a devida identificação e medição, haverá um registro das observações gerais
dos entornos da árvore do ninho e seu ambiente,
complementados com documentação fotográfica do conjunto árvore/ninho.
  Todos os ninhos terão localização em mapas ou croquis do mato,
este na propriedade e esta por sua vez,  no município.
 
 A ficha de identificação de ninho conterá as seguintes informações:
Elemento
Medida
- altura da árvore suporte:
indeterminada;
- altura da abertura do ninho em relação ao solo:
3 a 20 m, com ND = 0,20m;
- inclinação em relação à vertical:
até 75°, com ND = 5°;
- giro, se inclinado, em torno do eixo longitudinal:
em oitavos de volta;
- distância (aproximada) entre ninhos na mata:
mínimo 10 m, com ND = 1 m
 
As  medidas dos ninhos com ND = 1 cm, deverão variar entre:
Elemento
Medida
- diâmetros da abertura, vertical e horizontal:
 06 a 30 cm;
- diâmetro interno na altura da abertura, menor e maior
 10 a 40 cm;
- diâmetro interno na altura da base, menor e maior:
 10 a 40 cm;
- altura interna do chão até a borda inferior da abertura:
 20 a 150 cm;
- altura interna do teto até a borda superior da abertura:
 0,0 a 30 cm;
- altura interna total:
 26 a 210 cm;
- circunferência externa na altura de abertura:
 60,00 a 150,00 cm;
- circunferência externa na altura da base do oco:
 60,00 a 150,00 cm: 
 
Obs.: será feita uma rugosidade na parede interna abaixo da abertura,
para facilitar o trânsito de entrada e saída do ninho.
 
3 - Delineamento experimental:
 
Serão instalados 50 (cinqüenta) ninhos.  Desses, 30 ninhos terão variações menores que 30%
dos desvios máximos das medidas de ninhos naturais.    Nos 20 ninhos restantes,
todas as variantes serão distribuídas aleatoriamente,
dentro dos parâmetros preestabelecidos.
  Cada um dos ninhos representará uma unidade experimental independente.
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Apêndice 1
 Lista de ninhos por fazenda
 
1 Pacheco
2 Pacheco
3 Pacheco
4 Pacheco
5 Pacheco
6 Pacheco
7 Pacheco
8 Pacheco
9 Leindecker
10 Leindecker
 
_____
11 Leindecker
12 Pacheco
13 Pacheco
14 Pacheco
15 Pacheco
16 Leindecker
17 Leindecker
18 Leindecker
19 Leindecker
20 Leindecker
 
_____
21 Ch. Ribas
22 Leindecker
23 Leindecker
24 Leindecker
25 Leindecker
26 Ch. Ribas
27 Ribas
28 Ribas
29 Ribas
30 Ribas
 
_____
31 Ribas
32 Ribas
33 Ribas
34 Ribas
35 Ribas
36 Branda
37 Branda
38 Branda
39 Branda
40 Branda
 
_____
41 Branda
42 Branda
43 Branda
44 Branda
45 Branda
46 Branda
47 Branda
48 Branda
49 Branda
50 Branda
 
 
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Apêndice 2
Perigos ocultos
 
Local: Fazenda Branda - Carazinho - RS - Brasil  Fotos: arquivo CEPEN / 616n / Marcelo De Negri Xavier
Jararaca, Bothrops sp.
 
 
Local: Fazenda Leindecker - Carazinho - RS - Brasil  Fotos: arquivo CEPEN / 593n / Marcelo De Negri Xavier
 
Da cor da casca deste eucalipto, e situadas atipicamente a mais de 10 metros de altura,
 estas taturanas da espécie Lonomia obliqua,
apesar da sua relativa raridade, constituem um perigo considerável.
 
Embora estas da foto sejam ainda pequenas,
o contato da pele com apenas uma deste grupo
já basta para provocar sério acidente
pois além da intensa ardência e do susto, suas toxinas podem provocar a morte no ser humano
em poucos dias, se não tratado adequadamente com medicina especializada.
 
 
"Ao colega praticante de arborismo, um alerta especial, já que em nosso estreito contato com as árvores
não conseguimos ver o outro lado dos galhos onde nos agarramos.
Daí, sugiro a escalada com cordas, sempre que possível, já pela segurança geral,
e também com luvas, por coisas espinhentas como estas.
 
E complementando as dicas,
já há tempos, não vou para o mato sem perneiras/polainas
desde que uma jararaca mordeu o calcanhar do meu coturno. Hehe!"
 
                                                                                                                                - Marcelo De Negri Xavier -