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O fenômeno físico das 
descargas elétricas atmosféricas 
chamadas 
"raios"
 
Como ocorre um raio
Os para-raios
Efeitos dos raios nos corpos
Como proteger-se
 
 
 
 Como ocorre um raio
 
As gotículas das nuvens vão se polarizando eletricamente, como uma imensa quantidade de pilhas, uma conectada na outra em linha, e muitas linhas lado a lado,
concentrando uma grande energia, tanto em intensidade quanto em quantidade de energia.
A energia concentrada tende a dissipar-se no seu meio,
mas a nuvem está isolada pela distância, pois está flutuando no ar.
 
A descarga (raio) se dará no momento em que o potencial eletrostático for suficiente para produzir uma caminho ionizado para a energia trafegar.
 
Isto pode acontecer:
pelo 
aumento 
da energia
A nuvem vai acumulando tanta energia, até o ponto em que a diferença de potencial formada seja tão grande que vença a distância de isolamento.
pela 
diminuição 
do isolamento
Se há algum eventual aumento na condutividade atmosférica;  
  
Se há encurtamento da distância de isolamento, que ocorre: 
   - pela aproximação de outra nuvem, havendo descarga entre elas;  
   - quando em sua passagem, a nuvem carregada de aproxima de alguma  
   saliência ou elevação da superfície da terra.
 
Com a polarização elétrica da nuvem,
a terra sob a nuvem se comporta também de maneira polarizada, porém de sinal contrário.
A polarização da terra vai acompanhando o deslocamento da nuvem,
como se fosse uma sombra.
 
Em algum momento,
o isolamento chega ao seu limite por excesso de energia da nuvem, melhor condutividade,
ou por haver surgido um atalho, (árvore, edifício, casa, antena, torre, para-raios, etc.)
e então ocorre a descarga elétrica (raio).
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O para-raios
 
Um para-raio, nada mais é que um caminho mais eficiente
para a passagem da energia elétrica entre nuvem e terra.
 
Consta basicamente de uma ligação metálica (cobre, alumínio, etc.),
que possui na extremidade de cima (sobre prédios, casas, etc.)
uma haste para fixá-lo ou um emaranhado de condutores,
e na extremidade de baixo, uma haste metálica ou um emaranhado de condutores,
enterrados no solo.
 
É uma forma encontrada não para evitar a ocorrência de raios,
mas para procurar desviá-lo de outro possível alvo.
Para que funcione é importante que ele seja mais atraente que o objeto que ele protege.
 
Com sua presença, aumenta-se a chance de ocorrência de raios no local,
mas em compensação, os raios serão atraídos à um caminho especial para eles,
desviando-se desta forma, de outros incertos locais.
 
 Mesmo um para-raio bem construído, não garante 100% da integridade das benfeitorias,
dos animais e pessoas do local, até porque, a energia veiculada pelo para-raios pode ser muito grande,
o que sujeita o local a uma série de efeitos do raio.
 
Como os para-raios,
existem uma série de outros acessórios para proteger equipamentos diversos,
que se não garantem 100%, minoram muitos os riscos de sinistros,
e devem ser instalados por empresas idôneas.
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 Efeitos dos raios nos corpos
 
Descarga 
direta
Raio direto no corpo.   
Somente não mata o ser humano em raros casos, 
e geralmente quando somente um braços do raio o atinge.
Tensão 
de toque
Toque ou contato com o objeto veiculador do raio 
(árvore, parede, poste, etc.)
Descarga
lateral
Condição: estar bem próximo do objeto veiculador do raio
A tensão do raio é tanta, 
que este salta ou se bifurca para os corpos e objetos das proximidades, 
quando estes oferecem mais um caminho, 
ou um caminho melhor de aterramento.
Tensão 
de passo
 
Pessoa, animal ou objeto que estiver nestas condições poderá ser fulminado, 
a depender da distância que estão, da intensidade do raio, 
do isolamento que apresentam em ralação ao solo, etc.
 
A coisa acontece mais ou menos assim:
No instante em que o raio faz contato com o solo, há uma grande tensão elétrica dissipada neste solo para todos os lados nas proximidades. 
A tensão elétrica é tanto maior quanto mais perto do raio 
(o centro da dissipação). 
Isto pode ser imaginado como uma pedrinha que cai na água e produz uma série de círculos que se espalham a partir do ponto de contato. 
Quanto mais distantes mais fracos.
 
Qualquer coisa condutora que faça contato no solo em dois pontos dispostos mais ou menos radialmente em relação ao local do raio, 
(como entre um círculo mais interno e um mais externo)
servirá de alternativa de atalho para a eletricidade.
 
Animais quadrúpedes de grande porte, como vacas e cavalos, 
estão mais sujeitos a este tipo de morte, pois além de serem mais longos (maior diferença de potencial entre patas) 
recebem o trânsito da eletricidade pelos órgão vitais, 
enquanto no ser humano, a corrente passa de uma perna para outra.
 
Em outras palavras:
há uma diferença de potencial decrescente entre os círculos eqüipotenciais mais internos e os mais externos. 
Se no momento do raio, a pessoa estiver dando um passo 
mais ou menos em aproximação ou se afastando do raio, 
conduzirá eletricidade entre um pé e outro. 
 
Quanto maior o passo, maior a diferença de potencial 
e tanto maior o choque. 
Quanto mais perto do aterramento do raio, 
maiores as diferenças de potencial na passada.
Campo 
Eletromagnético
Se propagam até centena da metros, e podem provocar parada cardíaca, 
se um raio acontecer em um certo momento entre 
a sístole e a diástole do coração, "desligando" seu automatismo.
Susto
Dispensa maiores comentários.  Só pode imaginar com certa precisão, quem já esteve perto de um raio, ...e sobreviveu. 
 
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 Como proteger-se
 
Raios podem acontecer sem aviso prévio.
Um céu nublado com nuvens carregadas (escuras, densas), poderão descarregar raios
num momento de grande serenidade.
Não aventure-se muito com estas condições.
 
Se estiver se aproximando uma tempestade com descargas elétricas
(raios, trovões, relâmpagos), procure abrigo (casa, edifício, automóvel, etc.)
Para saber se está se aproximando,
basta contar o tempo entre o relâmpago e o seu barulho correspondente.
Para cada segundo, são 340 m de distância.
 
Não ficar nas janelas, sobretudo se forem metálicas,
pois poderão ser utilizadas pelo raio para atalhar caminho.
Afastar-se de peças metálicas, sobretudo se estiverem na vertical, forem longas,
em local elevado, isoladas e em contato com a terra (temos aí um excelente "chama-raios")
 
Se você estiver solitário em campo aberto, e não houver abrigo, é possível diminuir seu risco, abaixando-se e ficando com os pés juntos, as mão sobre os joelhos e a cabeça baixa.
Se estiver acompanhado, convém espalhar-se em distâncias de dezenas de metros,
para que em caso de sinistro, não morram todos.
 
Em campo aberto, é conveniente procurar abrigo em matas mais densas, guardando distância de árvores altas.  É conveniente esperar também abaixado.
 
Afaste-se de cercas, torres de eletricidade, postes, árvores isoladas.
Empinar pipas, pandorgas, etc., é uma atividade arriscada.
 
Convém recolher varas de pesca, e se estiver embarcado, abaixar-se como em campo aberto, recolhendo remos e outros apetrechos metálicos longos,
e acomodá-los deitados em local baixo.
 
Se você acampar deitado no solo, acomode sua barraca de lado para a maior árvore das redondezas, mas guardando bons metros de distância dela.
 
Dê preferência para barracas de cobertura arredondada tipo iglu, e sem armação metálica.
 
 Escadas de metal, implementos agrícolas isolados no alto das coxilhas, etc.
 
 Raios predominantemente são atraídos por quinas e extremidades,
sobretudo as mais elevadas.
 
 Objetos pequenos, menores que você,
são pouco significativos, mas podem "decidir a parada".
Lembre-se, é preciso haver um atalho significativo entre o solo e a nuvem.
E o que é significativo?
Depende do momento.
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