Home  Para o Projeto Bacia do Rio Uruguai
  
 
 
 
  
Subprojeto
Bacia do 
Rio da Várzea
 
Introdução
Mapa
Participação Comunitária
Algumas Imagens
Material e Métodos
Espécies de Peixes Espécies de Aves
Sugestões
 
Subprojeto Bacia do Rio da Várzea
 
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Introdução
 
O Rio da Várzea é um dos principais tributários
da margem esquerda do Rio Uruguai.
 
Drena águas do Planalto do Rio Grande do Sul, típica região
de produção agrícola (soja, trigo, milho, etc.), que caracteriza boa parte
da bacia do Rio Uruguai.
 
O desconhecimento das leis ambientais, fiscalização deficiente,
 a uma cultura popular predatória, concorrem para a degradação ambiental de sua Bacia.
 
Por apresentar características comuns com a maioria dos rios da região,
o Rio da Várzea pode ser tomado como amostra do que ocorre
nos tributários do médio-alto Rio Uruguai.
 
 Após a primeira metade do século XX, período de grande exploração madeireira
no planalto do Rio Grande do Sul, a região mostrou-se promissora para a agropecuária.
Com as melhorias tecnológicas, houve um predomínio da agricultura na economia dessa região.
 
Já no início da segunda metade do século, passou então
a representar um importante pólo produtor de grãos.
 
Outrora importante fornecedor de proteína animal, o Rio da Várzea
tem sofrido nos últimos cinqüenta anos, grandes transformações.
 
Seu leito recebeu ainda a instalação de represas hidrelétricas,
sem preocupações outras além da simples geração de energia.
Tal desenrolar de acontecimentos, aliados a pesca indiscriminada,
causaram sérias modificações na distribuição, variedade e quantidade de peixes.
 
 Alguns trabalhos de pesquisa foram realizados no Rio Uruguai.
 
 BÖHLKE et al. (1978) consideraram o conhecimento sobre os peixes do grande sistema Paraná-Paraguai,
até então, muito limitado em relação ao tamanho e a complexidade de sua fauna.
Referiu-se ao Rio Uruguai, que também faz parte deste sistema, como ainda menos coletado,
 donde conhecimentos resultavam praticamente dos trabalhos de DEVINCENZI (1924)
e DEVINCENZI & TEAGUE (1942).
 
  BERTOLETTI (1985) afirmou:  "o Rio Uruguai é um manancial inexplorado para estudos ictiológicos,
seja no aspecto puramente sistemático, seja no tocante à biologia das espécies
(incluindo ecologia e etologia)".
Trouxe porém, grande contribuição nesses aspectos,
acrescentando ainda sugestões de espécies mais interessantes para a piscicultura,
lembrando a importância da manutenção ou mesmo da ampliação dos estoques de peixes
que constituem parte dos ecossistemas regionais.
 
 BERTOLETTI et al. (1989a) pesquisando no Rio Uruguai Superior, entre os municípios de Aratiba e Esmeralda,
 encontraram 74 espécies, destas, oito são consideradas restritas à região.
No mesmo ano, BERTOLETTI et al. (1989b) ainda no Sistema do Rio Uruguai Superior,
no Rio Canoas, registraram a ocorrência de 53 espécies e que esse número pode ser maior.
 
 Na área da futura usina hidrelétrica de Garabi, RS, no Rio Uruguai,
 BERTOLETTI et al. (1990) capturaram 5638 peixes de 71 espécies distribuídas em 51 gêneros e 21 famílias.
 
 O presente projeto busca avaliar a atual situação do Rio da Várzea,
estudando a constituição qualitativa, quantitativa e distributiva das comunidades ictíicas.
 Subsidiando campanhas de preservação ambiental,
espera-se estimular desenvolvimento de uma consciência de utilização sustentável dos seus recursos,
e o incremento da produção desses ecossistemas.
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Desenho: Marcelo De Negri Xavier
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Material e Métodos
 
Delineamento Amostral das Coletas Sistemáticas de Peixes
Foram feitas um total de dezesseis expedições à campo, em quatro etapas,
uma em cada estação do ano.
Foram escolhidos quatro diferentes pontos ao longo do rio,
configurando-se a distribuição da seguinte forma:
 
Expedições à Campo
 
ponto 1
ponto 2
ponto 3
ponto 4
outono
1º 
inverno
primavera
10º
11º
12º
verão
13º
14º
15º
16º
 
 
 Materiais utilizados nas coletas
Para a coleta de peixes,
estão sendo empregadas diversas artes de pesca assim descritas:
 
Utilização de redes de espera com um comprimento de 20 metros,
nas malhas 15, 20, 25, 30, 35, 40, 50, 60, 70 e 80,
feiticeiras nas malhas 30 e 40 (mm entre nós paralelos),
redes de arrasto (picaré) e espinhel (18 anzóis),
 e são feitos ainda alguns lances de tarrafa.
 
Métodos empregados nas coletas
Em cada ponto as redes de espera ficam instaladas por 24 horas,
sendo revisadas a cada 8 horas.   São dados três lances de rede de arrasto.
Os demais artefatos de pesca são utilizados de modo semelhante
nos diferentes pontos.
 
 
 Local: Bacia do Rio da Várzea, (ponto V4).  Frederico Westphalen - RS - Brasil  Arquivo CEPEN / 522 / Marcelo De Negri Xavier
Revisão de redes por Jouber Bohn, André Branda e Silvano Arruda.
 
 
 
Local: Bacia do Rio da Várzea, (ponto V4).  Frederico Westphalen - RS - Brasil  Arquivo CEPEN / 516 / Marcelo De Negri Xavier
Observe que o barranco mais antigo é onde se encontra a camioneta.
Onde estão Mirta Bohn e Silvana Fritzen é um barranco de aluvião recente devido à grande erosão.
 
 
 
Conservação dos peixes coletados
Os peixes são conservados conforme MALABARBA & REIS (1987).
 
Ordenação dos dados nas coletas
Os peixes coletados são registrados em separado,
conforme a época, o local, o horário de revisão, o tipo e malha da rede ou
tamanho do anzol utilizado.
 
Análise do ambiente durante as coletas
São tomadas medidas da temperatura da água
e leituras do disco de Secchi.
 
 
Local: ponto V4 do Rio da Várzea.  Frederico Westphalen - RS - Brasil  Arquivo CEPEN / 524 / Marcelo De Negri Xavier
Encontro das águas límpidas do Rio Perau com as águas turvas do Rio da Várzea.
 
 
 
 
Local: Carazinho - RS - Brasil  Arquivo CEPEN / 482 / Marcelo De Negri Xavier
Enchente no ponto V1 do Rio da Várzea.
 
 
 
 
Manipulação dos dados coletados
Haverá ampla análise comparativa expressa em mapas, tabelas e gráficos.
 
Coletas Complementares de Peixes
São feitas Coletas Complementares ao longo de todo o período de atividades do projeto.
Tais coletas contribuirão para aumentar o número de espécies coletadas,
e para possibilitar um acompanhamento mais detalhado de certos aspectos,
bem como verificação e avaliação de obstáculos ao trânsito dos peixes na piracema.
 
A espécie abaixo, um raro tipo de bagre, Pseudocetopsis sp. foi encontrado no Ponto 4,
numa das coletas complementares.
 
 Local: Ponto 4 do Provárzea   Foto: arquivo CEPEN / 659v / Everton Rodolfo Behr
 
 
Registro das Espécies de Aves Observadas
nas Áreas das Campanhas Espécies de Aves
 
São feitas observações no entorno dos pontos de coletas de peixes
(P1, P2, P3 e P4), e registradas as aves ali encontradas.
Para esta atividade, utiliza-se binóculos 7 x 35 e 12 x 50
e faz-se gravações dos cantos das aves.
 
Local: Ponto 2 do Provárzea   Foto: arquivo CEPEN / 650v / Marcelo De Negri Xavier
Everton Rodolfo Behr em observação visual das aves.
Método responsável por boa parte da identificação das espécies.
 
 
Local: Ponto 2 do Provárzea   Foto: arquivo CEPEN / 649v / Everton Rodolfo Behr
Marcelo De Negri Xavier gravando som das aves.
Método que contribui em muito para a identificação,
já que algumas espécies são mais ouvidas que vistas.
Para ver a lista, clique aqui >>==> Espécies de Aves
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Sugestões
 
Para reduzir o impacto da atividade agropecuária sobre
o ambiente natural, é fundamental:
>>==> A manutenção das áreas que margeiam os recursos hídricos (desde as nascentes até os rios maiores), com sua vegetação nativa;
>>==> Impossibilitar o acesso do gado às áreas de matas preservadas;
>>==> Impedir o corrimento de água da chuva sobre a superfície do solo, lavouras, margens de estrada, etc.; 
É importante ainda:
>>==> Auxiliar o IBAMA na difícil tarefa de impedir a caça de animais nativos;
>>==> Zelar pelos peixes no período reprodutivo (piracema), e encaminhar denúncias ao IBAMA;
 
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