Home Retorna ao Índice da Campanha "Peixe Nativo X Biodiversidade"
 
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Campanha
Soltura de Alevinos
X
Biodiversidade 
Argumento ad Scientis
índex
 
 
 
 
 
 
Índice/Resumo
 Soltura de peixes em ambiente natural ocasiona: 
1 - Introdução de genes  
exóticos;
a) - alóctones não cruzáveis  
(peixes de outros lugares) (destruição do ambiente); 
b) - alóctones cruzáveis 
(peixes chamados nativos, mas de linhagens diferentes) ("bagunça" e empobrecimento genético irreversíveis);
2 - Introdução de doenças  
por qualquer deles
("exóticos" ou "nativos" do local)
3 - Destruição dos aspectos  
físico-químicos dos ecossistemas
("exóticos")
4 - E, finalmente:  
dinheiro posto fora
Peixe pequeno (alevino) é alimento para peixe maior.
Desdobramentos Temáticos:
Peixes "criam pernas"
O fenômeno da  heterose
O Relatório Rio da Várzea
Estações produtoras de alevinos em total descontrole genético
Sugestões Técnicas
Introdução de peixes somente poderá ser tentada seguindo os seguintes critérios:
Regras gerais de manejo ambiental para otimizar produção de peixes
Complemento Final
 
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1. A Introdução de peixes exóticos
(genes de fora do local (alóctones)),
pode ser subdividida em dois grupos:
 
1.a) - alóctones não cruzáveis
(peixes de outros lugares) (destruição do ambiente);
 
Neste grupo pertencem aqueles peixes geralmente vindos de longe.
Seguem aqui alguns exemplos de espécies de peixes
que já estão disseminadas nas águas neotropicais,
e que causam um maior ou menor dano, de difícil quantificação:
 
Nome científico
Nome vernáculo
Distribuição Natural (Origem)
Clarias gariepinus  bagre africano  Rios Nilo e Niger
Cyprinus carpio carpa comum Japão, China, Ásia Central
Ictalurus punctatus catfish, bagre-do-canal Leste e Centro dos EUA
Micropterus salmoides black-bass  Leste e Sudeste dos EUA e Norte do México
Odontestes bonariensis peixe-rei Sudeste da Argentina e La Plata
Oreochromis niloticus  tilápia do Nilo Rio Nilo, Israel, Chari
Salmo gairdneri truta-arco-íris EUA, Canadá e México
Tilapia rendalli tilápia Oeste e Centro da África
 
 
1.b) - alóctones cruzáveis
Peixes chamados nativos, porém,
de gêneros, espécies, raças geográficas e/ou linhagens diferentes,
mas que podem cruzar com outros alóctones e/ou com os autóctones)
 
Causam danos genéticos irreversíveis como
a "bagunça" e empobrecimento da biodiversidade
 
Neste grupo estão boa parte dos peixes neotropicais de interesse comercial e esportivo,
mas que introduzidos em novo ambiente produzem estragos significativos,
empobrecendo irreversivelmente a biodiversidade.
Em tal condição, não apenas debilitam o equilíbrio do meio,
mas condenam à miséria biológica,
e restringem para sempre os ganhos com a produtividade heterótica.
 
  Seguem aqui alguns conhecidos exemplos:
 
curimbatá, papa-terra (espécies e subespécies diversas)
jundiá Rhamdia (espécies e subespécies diversas)
tucunaré Cichla (espécies e subespécies diversas)
pacu (diversos gêneros, espécies e subespécies)
tambaqui Colossoma (diversas espécies e subespécies)
piau, piavuçu, piava (diversos gêneros, espécies e subespécies)
traíra, trairão Hoplias (espécies e subespécies diversas)
lambari (diversos gêneros, dezenas de espécies e subespécies geográficas)
piraputanga, piracanjuba Brycon (várias espécies)
surubim, cachara Pseudoplatystoma (espécies e subespécies diversas)
dourado Salminus (espécies e subespécies diversas)
etc., etc., etc.
 
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 2 - Introdução de doenças junto com qualquer deles
(alóctones cruzáveis, alóctones não cruzáveis,
e até mesmo por autóctones criados e reproduzidos
fora de laboratórios absolutamente assépticos);
 
O trânsito mundial de peixes vivos (matrizes), legal ou clandestino,
e subprodutos (rações à base de farinha de peixe, etc.)
fazem com que constantemente se disseminem pelo mundo diversas moléstias.
Algumas se tornam terríveis calamidades
no setor de produção de alimentos para os humanos.
 
Por vezes, ainda sobram algumas novas doenças para nós, humanos,
como o caso das novas linhagens de gripes
que transitam e se aperfeiçoam no organismo dos animais de criação doméstica
como porcos e galinhas.
 
Como em toda concentração monoespecífica vicejam doenças e pragas,
as estações produtoras de alevinos não são exceções.
Peixes que por ali passam são no mínimo suspeitos de portarem alguma moléstia.
 
Portanto,
jamais se poderá pegar peixes
destinados para o ambiente controlado de uma criação doméstica,
(racional, cheia de vigilância e cuidados contra moléstias),
e soltá-los na natureza onde livremente se espalharão
e disseminarão doenças absolutamente sem controle.
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3 - Destruição dos aspectos físico-químicos dos ecossistemas
 
A introdução de espécies exóticas aos ecossistemas
pode causar-lhes também prejuízos físico-químicos de diversas formas.
Um exemplo disto são as carpas, Cyprinus carpio,
introduzidas propositadamente ou por acidente, na bacia do Rio da Várzea,
do Planalto do Rio Grande do Sul - Brasil.
 
Apresentando um comportamento distinto
e adaptando-se de maneira diferente dos peixes nativos do local,
elas causam sérios prejuízos.
Muitos danos somente perceptíveis com o passar de décadas,
mas seguem num curso firme, sem retorno e impedimento.
 
 
No Rio da Várzea, onde acompanhamos há duas décadas,
seus estragos mais visíveis são:
 
==> desbarrancamentos, inclusive com tombos de grandes árvores;
==> turbidez elevada, mesmo em períodos de secas prolongadas;
 
Entre estragos menos visíveis, figuram:
 
==> empobrecimento geral do rio por diminuição da penetração de luz,  
o que afeta a base da cadeia alimentar;
==> prejuízo às populações das espécies de peixes:  
de orientação visual, das raspadoras, das planctófagas, das carnívoras, das detritívoras,  
e de toda a sorte de organismos aquáticos ligados ao Rio, como: crustáceos, aves, mamíferos, etc.;
==> arrasamento do seu leito;
==> desinteresse, pela população, de usufruir do rio para esportes, lazer, alimentação, turismo, etc.
 
Embora haja sempre evolução no conhecimento (transgênicos, etc.),
algumas leis naturais parecem imutáveis,
sendo verdadeiras leis básicas da vida, que se bem manejadas,
produzem significativos ganhos econômicos no trato com plantas e animais.
 
"Tais leis necessitam da manutenção da diversidade genética,
a já famosa biodiversidade."
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4 - E, finalmente: dinheiro posto fora
(alevino é alimento para peixe maior);
 
Soltar alevinos em ambiente natural é ainda por cima,
colocar dinheiro fora.
 
Os alevinos não terão grande chance,
quando colocados sob as mesmas condições depressoras das populações de peixes, como:
 
==> poluição,
==> turbidez,
==> ambiente destruído,
==> pesca de forma inadequada e excessiva,
==> enxurradas com veneno agrícola,
==> presença de peixes exóticos competidores e predadores,
==> falta de alimento natural (zôo e fitoplâncton, frutas, sementes, insetos, crustáceos, etc. e mesmo peixes menores),
==> etc.
 
Para complementar,
os peixes cairão num mundo onde por excelência,
como diz o ditado, o maior come o menor.
 
Usando todas as palavras:
os alevinos sobreviventes servirão de refeição aos peixes do ambiente,
e os que por "milagre" ainda, sobreviverem,
causarão dano genético irreversível ao ambiente natural.
 
 ... e quanto ao custo dos alevinos:
==> Se for dinheiro particular, é caso de desinformação,
terrorismo biológico ou de demência.
==> Se for recurso público, é desinformação ou caso de...
 
Em tempo,
se fossem utilizados alevinos autóctones do local de soltura,
e desenvolvidos mecanismos e técnicas para se aumentar a sua sobrevivência,
ainda assim
se estaria comprometendo a diversidade genética
pela introdução em massa de indivíduos aparentados.
 
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Peixes "criam pernas" ou "asas"
 
O problema em cruzamentos de peixes
está no difícil controle sobre os indivíduos cruzados,
ou seja, na sua fácil fuga dos tanques de produção
para os ecossistemas naturais (rios, lagos, etc.).
 
Muitas são as maneiras de acontecer tal dispersão:
 
==> transporte de ovos de algumas espécies de peixes pelas aves aquáticas;
==> rompimento ou transbordamento de açudes, barragens e outras coleções d'água,  
por chuvarada, engenharia deficitária, ou até por animais como ratão-do-banhado, Myocastor coypus, que cava galerias nos barrancos e represas;
==> por ação de algumas espécies de peixes que cavam nas margens e barrancos das represas, para alimentação, nidificação, abrigo, etc.
 
Sua introdução nos ecossistemas naturais
acarretará a quebra do distanciamento genético,
pois seus genes serão introduzidos no conjunto gênico
das populações autóctones (nativas do local).
 
Em futuro breve, com o desenvolvimento das técnicas de manejo,
teremos a possibilidade de esterilizar os indivíduos cruzados,
evitando que seus genes sejam introduzidos no conjunto gênico dos ecossistemas naturais.
 
"Se não mais houver distanciamento genético,
não mais será possível se obter choque sangüíneo (heterose)."
 
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O Fenômeno da  Heterose
(também chamado vigor híbrido)
 
1 + 1 =  mais que 2
 
Matematicamente, a heterose poderia ser assim representada,
mas como se trata de ação biológica de genes quantitativos,
é mais apropriado fazer-se medições no produto dos cruzamentos,
para se ter resultados reais no papel, ... e no bolso,
pois são os genes quantitativos, os grandes responsáveis pelos ganhos econômicos.
 
Este fenômeno é bem conhecido, talvez com o simples nome de "cruzamento",
e largamente utilizado entre os produtores de gado bovino, como no exemplo:
(nelore, Bos indicus, boi zebu da Índia X charolês, Bos taurus, boi europeu).
 
A heterose manifesta-se pelo ganho extra que se tem com a primeira geração
de um cruzamento entre diferentes gêneros, espécies, raças geográficas, linhagens, etc.
 
Quanto mais distantes geneticamente forem os pais
(do grego heterós ==> diferente),
maiores os ganhos em genes quantitativos dos filhos
Ou seja:
em velocidade de ganho de peso, em conversão alimentar, precocidade,
prolificidade, produção de leite, habilidade materna, saúde geral, etc.
 
Resultado disto é uma maior produtividade, ou seja:
maior retorno em produto final, com o mesmo investimento em recursos, trabalho e tempo,
e conseqüentemente em dinheiro.
 
Este ganho, chamado tecnicamente de ganho heterótico,
ocorre, logicamente na primeira geração de filhos, os chamados F1.
 
Com os netos, os F2,
já praticamente não mais ocorrem ganhos significativos de heterose,
pois não há mais um bom distanciamento genético entre eles
para poder causar o "choque sangüíneo",
já que neste caso
se estará cruzando indivíduos F1, já cruzados.
 
 "Não há choque sangüíneo pelo cruzamento de iguais." 
 
  "A heterose é um fenômeno que ainda está nos primórdios do seu estudo e
desenvolvimento para os peixes neotropicais,
mas representa uma fantástica ferramenta, que pela sua
magnífica relação custo/benefício,
precisa urgentemente ser preservada
em caráter de emergência internacional."
 
Para que este fenômeno possa sempre ser utilizado em benefício de todos,
é necessário a manutenção de gêneros, espécies, linhagens, variedades, raças geográficas, etc., isoladas entre si,
ou seja,
manter grupos de indivíduos puros geneticamente.
Eles assim estão na natureza. 
Basta à nós, mantê-los assim.
 
Portanto,
pelo bolso e pela barriga de todos nós, e dos que virão,
necessitamos manter como estão, os nossos plantéis puros da natureza,
e jamais, jamais soltar peixes em ambiente natural,
pois, liberados os genes na população silvestre,
estes se misturarão ao conjunto gênico, e para todo o sempre,
será impossível retirá-los.
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O Relatório Rio da Várzea
 
Em relatório do Projeto Rio da Várzea enviado ao IBAMA,
datado de 21 de abril de 1998,
o CEPEN alerta para os sérios problema causados pela soltura de alevinos,
e sugere sua efetiva proibição oficial.
 
Segue-se trecho do referido documento:
 
“SUGESTÕES PARA A MELHORIA DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS
DA BACIA DO RIO DA VÁRZEA
 
Proibir a introdução de espécies e linhagens de peixe exóticas à bacia;
==> São freqüentemente utilizadas sob o mote de “preservação ambiental”,
programas e campanhas que sugerem e executam a introdução de peixes
sem estudo prévio para verificar a real necessidade
e sem programa de acompanhamento posterior.
 
Tais iniciativa carecem de base científica,
e não levam em consideração
os fatores que causam a depressão das populações de peixes.
 
Estes fatores sim deveriam ser revertidos
para que as condições dos rios
fossem novamente favoráveis ao crescimento populacional dos seus peixes.
 
Campanhas assim,
servem para melhorar a imagem política dos que a empreendem,
mas causam um duplo desserviço:
==> mal educam o povo, transmitindo a idéia simplista de que para existir peixe em ambiente natural, é apenas necessário que se coloque alevinos, a exemplo de pisciculturas racionais em ambiente fechado e controlado;
==> introduzem genes quase sempre exóticos à bacia, o que se constitui num dano irreparável, pois jamais será possível revertê-lo, e onde por vezes, ainda vão juntos organismos patogênicos exóticos;”
 
 
 
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Estações produtoras de alevinos
em total descontrole genético
 
Boa parte das estações produtoras de alevinos no Brasil,
não tem controle sobre a origem genética dos seus plantéis,
que freqüentemente é desconhecida ou duvidosa.
 
Fato que está conduzindo o setor de piscicultura no Brasil e em boa parte
das bacias hidrográficas ao Leste dos Andes,
à um caminho de empobrecimento biológico generalizado,
catastrófico e de caráter irreversível.
 
Existem até aquelas que fazem propositadamente
o cruzamento entre linhagens geográficas
e até mesmo entre espécies diferentes de peixes nativos da América do Sul.
 
Tudo estaria muito bem,
com o uso desta fantástica e gratuita ferramenta de ganhos em produtividade, a heterose,
não fosse pelo fato deste manejo estar sendo realizado inadequadamente,
e neste caso particular, fadado à sua auto extinção.
 
"A auto-extinção desta possibilidade de ganhos
ocorrerá pela quebra de distanciamento genético
entre as populações nativas, que ficarão já cruzadas"
 
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  Introdução de peixes somente poderá ser tentada
em raríssimos casos e
seguindo os seguintes critérios:
 
==> por comissão multidisciplinar de cientistas altamente especializados  
(cientistas de diversas áreas do conhecimento ambiental);
==> após exaustivas pesquisas e constatação de extinção de espécie em determinada bacia hidrográfica ou extrema exaustão genética de plantel residual.
==> após amplo e profundo estudo de possíveis riscos e impactos ao ambiente;
==> após verificação da real necessidade para se correr risco de moléstias;
==> utilização de material genético variado, oriundo do local de soltura  
(reposição de peixes com genes dali retirados, os chamados genes autóctones);
==> com peixes produzidos em laboratórios de absoluta assepsia;
 
Em tempo:
em nenhuma bacia hidrográfica brasileira foi constatada extinção de espécies,
portanto,
não é necessária a introdução de peixes,
e sim,
direcionar esforços para a melhoria das condições ambientais das referidas bacias,
que natural e rapidamente as populações de peixes se recomporão.
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Sugestões Técnicas:
 
Peixes 
da bacia e 
para a bacia
==> que as estações produtoras de alevinos somente trabalhem com genes da bacia e para a bacia em que estão inseridos;
Trabalhar com 
espécies 
de piracema,
==> trabalhar com espécies nativas que se deslocam em grandes extensões ao longo do rio para a reprodução, na piracema, pois tais espécies apresentam franco intercâmbio genético entre sua população, e portanto uma baixa variabilidade genética geográfica dentro da bacia.
(Geralmente as espécies mais aptas para a piscicultura apresentam tal característica).
Obs.: Neste país-continente,
viver e comerciar apenas dentro de uma bacia hidrográfica
não parece ser coisa que comprometa metas de livre crescimento
em uma economia que prima pela liberdade.
Mesmo se assim o parecer,
basta que as empresas tenham 
núcleos de produção independentes em cada bacia.
Tal medida parece inclusive ser muito útil às próprias empresas,
já que mantendo seu setor produtivo em blocos isolados,
evita surtos gerais de moléstias.
 
Proibir 
transporte
de peixes 
extrabacia
e estender 
aos peixes 
os cuidados 
sanitários
==> Proibir transporte de peixes extrabacia, e estender aos peixes os cuidados sanitários que se tem com outras espécies domésticas, 
como por exemplo:
os cuidados com a febre aftosa em transportes de bovinos, etc. 
Obs.: é bem sabido no meio aqüícola, que alguns estabelecimentos
criadores e mantenedores de peixes vivos, adquirem tais animais de qualquer lugar, sem o menor cuidado sanitário e genético.
Muitos deles têm estruturas e instalações precárias, e não dispõe de mecanismos para evitar a fuga furtiva ou em massa de seus animais.
Há ainda alguns que, por condições específicas,
se transformam em verdadeiros caldeirões de males,
onde há franca disseminação de doenças e genes de origem desconhecida.
 
 
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Regras de manejo ambiental
para otimizar produção de peixes
 
Existem regras básicas aplicáveis à quase todos os ambientes, como:
 
==> Preservar largas margens com a cobertura vegetal original desde às nascentes até a foz;
==> Pescar somente em épocas do ano apropriadas;
==> Utilizar equipamentos e técnicas de pesca adequados;
==> Impedir que a água da chuva corra na superfície da terra e vá para os rios como enxurrada;
==> Manter as águas (inclusive lençóis) sem poluição, venenos agrícolas, etc.;
==> E logicamente, razão maior desta campanha, "Não soltar peixes em ambiente natural"
 
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Complemento Final
 
Na primavera/verão,
época reprodutiva da maioria das nossas espécies de peixe,
é bem conhecida por quem pesca,
a imensa quantidade de óvulos encontrada
na cavidade abdominal dos peixes fêmeas.
 
Enquanto fêmeas de mamíferos e aves produzem poucos filhotes por ano,
geralmente menos de dez,
e os répteis e anfíbios produzem algumas dezenas.
 
Uma única fêmea de certas espécies de peixes ditos comestíveis, por sua vez,
produz muitos milhares e até alguns milhões de filhotes por ano,
como o conhecido surubim, Pseudoplatystoma corruscans.
Em trabalho de pesquisa, 
uma única fêmea de surubim de apenas 18 quilogramas 
produziu numa temporada reprodutiva, 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil óvulos)
 
Cada um destes filhotes pode produzir vários quilogramas de carne
de primeiríssima qualidade já no seu primeiro ano de vida.
(esta espécies de peixe pode chegar, na natureza, a uma centena de quilogramas)
 
    Peixes são realmente um fonte quase milagrosa de proteína animal.
É possível se pescar em grande quantidade todos os anos,
mas para isto é necessário um manejo ambiental adequado à cada caso.
 
Para se aumentar a população de peixe de um rio,
deve-se conhecer os fatores depressores desta população
e diminuí-los.
Com isto, um maior número de filhotes será viável,
dos inumeráveis que chegam naturalmente ao mundo todos os anos.
Qualquer outra maneira hoje conhecida, que se tente,
é no mínimo colocar dinheiro fora,
e até comprometer e arruinar irreversivelmente
a riquíssima, a prodigiosa piscicultura neotropical.
 
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