Mas como convencer uma pessoa assim a deixar de labutar
na sua tradicional e árdua luta pela sobrevivência?
 
Como convencê-la a morrer de fome?   Só por alguns anos,
até que as populações de peixes possam se refazer em parte?
...ou mesmo deixar de pescar apenas em certas épocas do ano,
ou pescar com determinado material, etc.,
se ele sabe que rio abaixo ou rio acima,
seus vizinhos estão "aproveitando"?
 
-- Ah! Seria fácil, -- diria algum, -- bastaria convencer à todos.
 
Como?
Campanhas na TV e no Rádio.
Prender alguns e mostrar na TV que estão prendendo o pescador,
e recolhendo o material, etc.
 
Isto custa dinheiro, público ou privado.
 
Quem paga a conta?
Talvez o eco-turismo, ou ictio-turismo (turismo de pesca)
pudessem arcar com as despesas,
se estivessem estruturados.
 
Para que o turismo possa estruturar-se, necessita de peixes em abundância nos rios,
mas a miséria cultural e econômica da população ribeirinha e a destruição ambiental,
não permitem que os peixes vicejem, e com isto, volta-se à estaca zero.
 
 Talvez aí se encaixe bem, a força reguladora do governo,
e antes que seja tarde damas.
 
Mas e a pressão das leis de proteção à natureza?
O Brasil é feroz em leis ambientais.
No papel, é dos países mais repressores do mundo.
 Em alguns casos chega a ser mesmo exagerado, inoportuno e impróprio.
Talvez para compensar sua inviabilidade prática.
 
O país não tem recursos para implementá-las em todo este imenso país,
onde pequenos ou pouco vistosos problemas "no varejo", são desconsiderados,
e os grandes ou mais vistosos problemas,
tem por detrás, grandes e poderosos interesses,
que agem e vicejam de maneiras variadas, a despeito dos ditames legais.