Home Projeto Bacia do Rio Uruguai
 
 
Subprojeto
 
Bacia de Drenagem
do Rio Ibicuí
 
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Prólogo
Apresentação
Projeto Ibicuí
Introdução
Objetivos
Justificativa
Material e Métodos
Estações de coleta (mapa)
Atividades
I
 
 
Topo
 
 
 
Prólogo
 
O Rio Ibicuí
 
é um dos mais importantes tributários do Rio Uruguai.
Não apenas pela dimensão de sua bacia, mas por características como:
pequena declividade e relevante presença de brejos
e de lagoas às suas amplas margens de alagamento.
 
Drena águas de parte do Planalto do Rio Grande do Sul,
da borda noroeste do Escudo Sul-rio-grandense,
da região oeste da Depressão Central,
colhendo águas ainda enquanto escoa lentamente rumo oeste
ao longo da vasta planura da Campanha do Sudoeste,
para finalmente dar águas ao Rio Uruguai.
 
Este conjunto de características
já justificaria grandes esforços de pesquisa na Bacia do Ibicuí,
mas o que os torna indispensáveis
ao se buscar maior conhecimento sobre a bacia do Rio Uruguai,
é o fato de o leito do Rio Ibicuí e de grande parte de seus tributários
assentarem-se sobre depósitos de arenito,
diferentemente dos outros rios formadores do Uruguai,
 que drenam águas provenientes das formações melafíricas
que constituem a capa superior do planalto sul-brasileiro.
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Apresentação
 
O CEPEN – Centro de Pesquisas Eco-naturais
apresenta (em resumo)
na Linha de Pesquisa Ictiologia,
o Projeto Tese de Doutorado
 
 “ESTRUTURA DA COMUNIDADE E ALIMENTAÇÃO
DA ICTIOFAUNA DOMINANTE E DE INTERESSE COMERCIAL
DO RIO IBICUÍ, RS”
 
empreendido pelo Doutorando MSc. Everton Rodolfo Behr,
do Curso de Pós-graduação em Biociências
do Instituto de Biociências
da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul,
com Orientação do Dr. Roberto Esser dos Reis.
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1. Introdução
 
PROJETO
ESTRUTURA DA COMUNIDADE E ALIMENTAÇÃO DA
ICTIOFAUNA DOMINANTE E DE INTERESSE COMERCIAL DO RIO IBICUÍ, RS
 
O Rio Grande do Sul possui dois grandes sistemas hidrográficos.
Na porção leste localiza-se o sistema da laguna dos Patos,
enquanto à norte e oeste do Estado encontra-se o sistema do rio Uruguai.
Além destes, junto ao litoral norte há o sistema do rio Tramandaí.
Existem relativamente poucos trabalhos ictiológicos realizados no Estado
que enfocam a estrutura da comunidade,
entre os quais podemos citar no sistema da laguna dos Patos:
BOSSEMEYER et al. (1981); GROSSER & HAHN (1981); TEIXEIRA (1989)
e BEHR & BALDISSEROTTO (1994). HARTZ (1997)
estudou a alimentação e estrutura da comunidade da lagoa Caconde no litoral norte.
 
No sistema do rio Uruguai trabalhos com a comunidade ictiofaunística
também são relativamente escassos
(BERTOLETTI 1985; WEIS et al. 1983; BOSSEMEYER et al. 1985; BERTOLETTI et al. 1989a, 1989b, 1990,
 HAHN et al. 1997). DI PERSIA & NEIFF (1986)
consideram incipiente o estudo da ictiofauna deste sistema hidrográfico
quando comparado aos rios Paraná e Paraguai.
 
 O rio Ibicuí é um dos principais afluentes do rio Uruguai,
sendo formado pelos rios Ibicuí-Mirim e Santa Maria,
os quais foram inventariados ictiofaunisticamente por
WEIS et al. (1983) e BOSSEMEYER et al. (1985),
que constataram 81 espécies no primeiro e 53 no segundo.
 
Estes trabalhos, entretanto, limitaram-se à inventários
sem fornecer dados sobre a biologia ou ecologia das espécies.
Na bacia do rio Ibicuí o único trabalho na área de alimentação foi realizado por
BENEMANN (1985) com Schizodon nasutus e Schizodon platae.
 
Recentemente COSTA (1998)
descreveu uma nova espécie de Rivulidae (Cynolebias ibicuiensis)
a partir do material coletado por WEIS et al. (1983) no rio Ibicui Mirim.
Segundo o autor esta nova espécie está provavelmente extinta .
 
 LOWE-McCONNELL (1975) afirmou que as comunidades de peixes de regiões tropicais
apresentam interrelações mais complexas entre seus componentes
quando comparadas às regiões temperadas.
 
Para PIANKA (1978) a utilização de um mesmo habitat, ou seja,
a ocupação de uma dada área por um grupo de espécies pode ser estudada sob três aspectos:
espacial, temporal e trófico,
sendo que as espécies se substituem ao longo de cada um destes componentes.
 
Vários autores constataram alterações na composição da ictiofauna
ocasionadas por mudanças sazonais, volume de água e presença de refúgios
(GARUTTI 1983; CARAMASCHI 1986; BEHR & BALDISSEROTTO, 1994;
CANTU & WINEMILLER, 1997; MORIARTY & WINEMILLER, 1997).
 
 Segundo WINDELL & BOWEN (1978) a maioria do conhecimento da autoecologia,
produção e papel ecológico das populações de peixes
é derivado dos estudos da dieta baseadas em análises de conteúdo estomacal.
 
De acordo com WOOTTON (1990)
uma análise ecológica da alimentação em peixes deve responder além da composição da dieta,
quando e com que freqüência o alimento é tomado.
 
LAGLER et al. (1962) e LOWE-McCONNELL (1975) mencionaram que
o período do dia é um fator determinante da taxa de alimentação das espécies
havendo aquelas que se alimentam preferencialmente de dia
enquanto outras apresentam hábitos alimentares noturnos.
 
 Quanto à estrutura trófica de comunidades de água doce,
embora as cadeias tróficas em águas tropicais sejam bastante complexas,
elas são baseadas em poucos recursos alimentares (LOWE-McCONNELL, 1987).
Segundo esta autora
uma análise da dieta de peixes de água doce apresenta quatro situações:
consumidores de material alóctone como alimento direto;
consumidores de insetos (aquáticos; estágios aquáticos e terrestres);
consumidores de lodo e detritos e consumidores de outros peixes.
 
WINEMILLER (1990) em trabalho realizado na Costa Rica e Venezuela
constatou que os herbívoros e detritívoros formaram a maior proporção de peixes da comunidade
 seguido dos onívoros e secundariamente dos carnívoros.
 
 O estudo da estrutura da comunidade de peixes do rio Ibicuí,
e da alimentação da ictiofauna dominante e de interesse econômico,
poderá gerar muitas informações contribuindo desta forma para um maior conhecimento
da ictiofauna de água doce do Rio Grande do Sul.
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2. Objetivos
 
 O presente projeto tem por objetivos:
 
>>==> Verificar a estrutura da comunidade de peixes em três estações (seis ambientes) do rio Ibicuí, 
quanto a composição ictiofaunística, ictiofauna dominante, estratos componentes da ictiofauna, diversidade específica, constância, equitatividade e similaridade ictiofaunística.
>>==> Definir o espectro trófico da ictiofauna dominante e de interesse comercial.
>>==> Verificar variações na dieta das espécies ao longo do ano.
>>==> Verificar variações na atividade alimentar relacionadas à sazonalidade, ao ritmo circadiano e aos ambientes.
>>==> Situar as espécies nas respectivas guildas alimentares.
>>==> Fazer inferências sobre a cadeia alimentar.
>>==> Verificar a taxa de captura por unidade de esforço e sua variação sazonal e geográfica.
 
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3. Justificativa
 
 A bacia do rio Ibicuí
é uma das mais desconhecidas do Estado do ponto de vista ictiológico,
a despeito de possuir muitas espécies de elevado valor econômico
tanto para a pesca como para a piscicultura.
 
Conhecer a estrutura da comunidade e estudar a alimentação das principais espécies
poderá gerar importantes dados ecológicos que servirão como subsídio
para o manejo adequado dos recursos naturais,
bem como para trabalhos futuros nas áreas de ictiologia e piscicultura.
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4. Material e Métodos
 
4.1. Área de estudo
 
 O rio Ibicuí situa-se na região da Campanha do Rio Grande do Sul,
sendo um dos principais afluentes do rio Uruguai.
Diferentemente da maioria dos afluentes do rio Uruguai,
o Ibicuí é um rio de planície, portanto lento, e com substrato bastante arenoso.
RAMBO (1994) descreveu o rio Ibicuí como possuidor de um leito raso,
ladeado por pantanais e com ampla planície de inundação.
 
 As três estações de amostragem serão situadas nos seguintes locais:
 
Estação 1 ( I-2 )
Cerca de 2 km abaixo da confluência dos rios Santa Maria e Ibicuí-Mirim,
município de São Vicente do Sul.
 
Estação 2 ( I-3 )
Trecho intermediário,
situado no município de Manoel Viana.
 
Estação 3 ( I-4 )
Cerca de 10 km acima da confluência com o rio Uruguai,
município de Uruguaiana.
 
 Em cada estação serão amostrados dois tipos de ambientes: lótico e lêntico.
 
 
 
 Figura 1 – Localização das estações de amostragem no rio Ibicuí.
 
 
Desenho: Marcelo De Negri Xavier
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 4.2. Metodologia
 
4.2.1. Coletas
 
  Serão realizadas coletas bimestrais nas estações de amostragem,
sendo que em cada um dos ambientes
serão utilizados redes de espera, de arrasto e espinhel.
 
 Os peixes coletados serão numerados, sendo logo após fixados com formol a 10%
e depois conservados em álcool 70% conforme MALABARBA & REIS (1987).
 
 De cada exemplar capturado serão registradas, no campo, as seguintes informações:
 
- Data e estação de amostragem.
 
- Aparelho de pesca e período de captura.
 
 
4.2.2. Características ambientais
 
 Em cada estação de amostragem serão feitas medidas de
transparência da coluna d`água (disco de Secchi), pH, oxigênio dissolvido,
condutividade, dureza e temperatura da água e do ar.
 
 Também será avaliada a velocidade da corrente no ambiente lótico
e o nível hidrológico nos dois ambientes.
 Cada estação de amostragem será caracterizada quanto a presença de vegetação marginal.
 
 4.2.3. Ictiofauna dominante
 
4.2.4. Ictiofauna de interesse comercial
 
4.2.5. Análise da estrutura da comunidade
 
 4.2.6. Procedimentos laboratoriais e análise da alimentação.
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