Família 
Myrtaceae
Glossário 
de Termos Técnicos
de Botânica
 
 
Nome:
Jabuticabeira, Myrciaria trunciflora
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
jabuticabeira-preta, jabuticabeira-rajada, jabuticabeira-rósea, etc.
 
Distribuição:
Ocorre naturalmente de MG ao RS, mais para o ocidente. Prefere baixadas úmidas e margens de rios, com bastante iluminação direta, sendo rara em mata fechada e sombria.
 
Características:
perenifólia, mesófila ou heliófila e seletiva higrófila,
de 10 – 15 m de h, com 30 – 40 cm de DAP,
folhas simples, de 6-7 cm de comprimento por 2-3 cm de largura.
Existem outras espécies de jabuticabeiras, inclusive com variação regional,
mas todas possuem características semelhantes.
Quando cresce em ambiente aberto (fora do mato), apresentam densa copa arredondada,
cujo verdor é quebrado apenas nas épocas de formação de novas ramagens, quando estas comumente apresentam coloração avermelhada.
A folhagem é sustentada por abundante galharia ascendente,
que junto com o tronco formam um claro conjunto contrastante.
 
Seus frutos maduros são esféricos, com diâmetro entre 2-3 cm,
de coloração brilhante roxo-escura à preta.
Nascem no tronco e galhos, após típica floração branca que enfeita seu caule.
São doces, e lembram grandes uvas, porém de casca mais resistente.
Muito apreciados pelos animais e pelo homem.
Este último, serve-se dos frutos in natura, ou produzindo geleias, doces, licores, etc.
Bem por isto, em certas regiões do Brasil,
é tradicionalmente cultivada próximo às moradias rurais.
 
Produção de mudas:
frutifica geralmente duas vezes ao ano, entre agosto a outubro,
e entre janeiro a março (varia conforme a região).
Colhe-se os frutos diretamente da árvore, quando começarem a queda espontânea,
ou junta-se do chão.  Pode-se semear o fruto ou a semente fresca despolpada.
No segundo caso, germina dias antes, entre 30-50 dias.
A viabilidade germinativa é bastante curta, e segundo alguns,
para um máximo proveito não se deve nem mesmo permitir que seque.
Parece ser vantajoso o plantio direto em embalagens individuais.
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
Seu desenvolvimento é bastante lento,
necessitando de 8 – 12 anos para iniciar a frutificação,
quando em solo fértil e bem irrigado.
 
 
 
 
 
 
 
 
Arquivo CEPEN - Marcelo De Negri Xavier
 
 
 Nome:
Cerejeira, Eugenia involucrata
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
cerejeira-do-mato, cerejeira-do-rio-grande.
 
Distribuição:
naturalmente rara, ocorre de MG ao RS,
principalmente na floresta semidecídua de altitude e subosques das Araucárias.
 
Características:
semidecídua, heliófila e seletiva higrófila,
de 10 – 15 m de h, com 30 – 40 cm de DAP,
folhas simples, de 5-9 cm de comprimento por 2-3 cm de largura.
A folhagem apresenta face superior verde-escuro e brilhosa.
O tronco é escamante de cor cinza-amarronzado e verde.
Formam um conjunto de grande beleza paisagística.
Como as demais da família Myrtaceae,
é especialmente indicada para arborização urbana,
pela sua beleza, alimentação da fauna, lento crescimento, etc.
 
Seus frutos maduros são oblongos, medindo em torno de 1,5 a 2 cm de comprimento, de coloração brilhante negro-vináceo. Nascem nos ramos finos, na ponta dos galhos, após floração branca que enfeita seu caule.  São doces,  delicados.    Apreciadíssimos pela fauna.  O Homem também dele se utiliza in natura ou para doces, geleias, licores, etc.
 
Produção de mudas:
floresce entre setembro e novembro,
e apresenta frutos maduros frutifica entre outubro e dezembro.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes em uma peneira com água corrente.
Aconselha-se o plantio direto em embalagens individuais.
Emerge, entre 30-40 dias.  A viabilidade germinativa é bastante curta.
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
Seu desenvolvimento é bastante lento,
necessitando, em ambiente favorável, de 7 - 8 anos para iniciar a frutificação.
 
 
 
 
 
 
Nome:
Uvaieira, Eugenia pyriformis
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
uvaia, uvalheira, uvalha-do-campo,
 
Distribuição:
ocorre de SP ao RS, na floresta semidecídua do Planalto e da bacia do rio Paraná.
Prefere subosques mais abertos e iluminados.
 
Características:
semidecídua, heliófila e seletiva higrófila,
de 5 – 15 m de h, com 20 – 40 cm de DAP, folhas simples, de 4-7 cm de comprimento.
A folhagem apresenta-se em ramagens finas, sendo róseo-avermelhada ao brotar,
e estabilizando no verde-claro, compondo uma copa esparsa.
O tronco é escamante de cor clara, deixando cicatrizes ainda mais claras.
Formam um conjunto de grande beleza paisagística.
Como as demais da família Myrtaceae,
é especialmente indicada para arborização urbana,
pela sua beleza, alimentação da fauna, etc.
 
Produz frutificação abundante.
Seus frutos maduros são arredondados
e relativamente grandes para esta família (de 2-4 cm de diâmetro),
e sua coloração varia entre o amarelo e o alaranjado.
Nascem nos ramos finos, na ponta dos galhos,
após farta floração branca que contribui para a grande beleza desta árvore.
São doces,  e possuem uma casca muito delicada.
Apreciadíssimos pela fauna.
O Homem aprecia-o sobretudo para deles fazer suco.
 
Produção de mudas:
floresce entre agosto e setembro no norte da sua distribuição,
e entre novembro e dezembro no sul.
Frutos maduros entre setembro e fevereiro.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes em uma peneira com água corrente.
Aconselha-se o plantio direto em embalagens individuais.
Emerge, entre 10-40 dias.
A viabilidade germinativa é bastante curta (menos de 60 dias).
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
 
 
 
 
 
 
 
Arquivo CEPEN - Marcelo De Negri Xavier
 
Nome:
Pitangueira, Eugenia uniflora
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
pitangueira-vermelha, pitangueira-roxa, pitangueira-branca, pitangueira-do-mato.
 
Distribuição:
Ocorre de SP ao RS, na floresta semidecídua do Planalto e da bacia do rio Paraná.
Prefere subosques mais abertos e iluminados sendo ali,
uma espécie bastante comum e abundante.
 
Características:
semidecídua, heliófila e seletiva higrófila,
de 3 – 15 m de h, com 20 – 50 cm de DAP,
folhas glabras, de 3-7 cm de comprimento, por 1-3 de largura..
A folhagem apresenta várias tonalidades de cor,
do verde claro ao vermelho arroxeado, mas apesar disto,
é inconfundível pelo agradável e característico aroma que possui.
O tronco é tortuoso, de cor clara e um pouco escamante.
Muito indicada para praças e jardins, para atração da fauna e alegria da criançada.
 Produz frutificação abundante.
 
Seus frutos maduros são e bem característicos,
arredondados e relativamente pequenos (1-1,5 cm), mas muito saborosos.
Sua coloração varia entre o vermelho e o roxo escuro.
Exteriormente parecem compostos por gomos,
semelhante à uma diminuta bergamota descascada.
Nascem nos ramos finos, na ponta dos galhos,
após farta floração branca que contribui para a beleza desta árvore.
Apreciadíssimos pela fauna.
O Homem aprecia-o sobretudo para deles fazer suco.
 
Produção de mudas:
floresce entre agosto e novembro.
Frutos maduros entre outubro e janeiro.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes em uma peneira com água corrente.
Aconselha-se o plantio direto em embalagens individuais.
Emerge, entre 20-50 dias.
A viabilidade germinativa é curta, semelhante às demais espécies desta família.
Nos primeiros meses,
devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
 
 
 
 
 
 
 
Foto: arquivo CEPEN / 594an / Marcelo De Negri Xavier
 
Arquivo CEPEN - Marcelo De Negri Xavier
As flores (em par) são voltadas para a face ventral do ramo.
Os dois globos, abaixo das flores, são dois frutos em início de desenvolvimento.
A folha avulsa está com a face dorsal voltada para cima.
 
Nome:
sete-capotes, Campomanesia guazumaefolia
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
sete-capas, capoteira, sete-cascas, etc.
 
Distribuição:
Ocorre do RJ, MG e MS ao RS, no subosque de quase todas as formações florestais.
Prefere locais mais abertos e iluminados como orlas de matas, e solos com boa umidade.
 
Características:
 decídua, mesófila e higrófila,
de 6 – 10 m de h, com 20 – 30 cm de DAP,
folhas simples, de 7-14 cm de comprimento, por 3-6 de largura,
com superfície bastante típica, pois suas nervuras formam baixo relevo.
O tronco é um pouco tortuoso, de cor clara com abundante descamação macia.
A floração é branca e medianamente vistosa.
Produz frutificação abundante.
 
Seus frutos maduros são arredondados e um pouco achatados,
pilosos e ficam ainda com cor verde, porém mais claros, quase amarelados.
Com tamanho entre 2 a 3 cm.   Nascem nos ramos finos, na ponta dos galhos.
Bastante apreciados pela fauna, e para a produção de doces caseiro.
Muito indicada para praças e jardins,
para atração da fauna e alegria da criançada.
 
Produção de mudas:
floresce entre outubro a dezembro.
Frutos maduros entre fevereiro e maio.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes em água, através de maceração e decantação.
Aconselha-se o plantio direto em embalagens individuais.
Emerge, entre 20-50 dias.
A viabilidade germinativa é curta, semelhante às demais espécies desta família.
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
Frutifica já aos 4 ou 5 anos, quando plantada em solo fértil.
 
 
 
 
 
 
 
Nome:
cambuci, Campomanesia phaea
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
cambucizeiro
 
Distribuição:
Ocorre entre MG e SP,
da vertente continental da Serra do Mar, para o interior.
Prefere locais bem iluminados e solos com boa umidade.
 
Características:
semidecídua, esciófila e higrófila,
de 3 – 5 m de h, com 20 – 30 cm de DAP,
folhas simples, glabras, subcoriáceas, de 7-10 cm de comprimento, por 3-4 de largura.
 
Produz frutos comestíveis, utilizados principalmente para suco.
Bastante apreciados pela fauna.
Muito indicada para praças, jardins,
e para ruas sob rede elétrica devido ao seu reduzido porte.
 
Produção de mudas:
floresce entre agosto a novembro.
Frutos maduros entre janeiro a fevereiro.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes em água, através de maceração e decantação.
Aconselha-se efetuar o plantio em canteiros de germinação,
para posterior transplante para embalagens individuais.
Emerge, entre 15-30 dias.
A viabilidade germinativa é curta, semelhante às demais espécies desta família.
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome
guabirobeira, Campomanesia xantocarpa
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
guaviroveira, gabirobeira-do-mato, etc.
 
Distribuição:
Ocorre do MG e MS ao RS,
no subosque de quase todas as formações florestais.
Prefere locais mais abertos e iluminados como orlas de matas, e solos com boa umidade.
 
Características:
decídua, mesófila a heliófila e higrófila,
de 10 – 20 m de h, com 30 – 50 cm de DAP,
folhas membranáceas, freqüentemente assimétricas, de 4-8 cm de comprimento,
por 3-5 de largura, com um leve tom amarelado e
um aroma agradável bastante típico, suportadas por galhada clara.
Este conjunto é facilmente reconhecível,
mesmo quando ainda pequena no chão das matas.
O tronco é um pouco tortuoso, de cor clara, um pouco descamante.
Uma particularidade é que entre as dobras do seu tronco,
freqüentemente abrigam-se enxames de meliponídeos.
A floração é branca e medianamente vistosas.
Produz frutificação abundante.
 
Seus frutos, arredondados e com tamanho entre 1 a 2 cm,
quando maduros, são amarelos à alaranjados,
conferindo à árvore um belo aspecto.
Nascem nos ramos finos, na ponta dos galhos.
Bastante apreciados pela fauna, e para a produção de sucos e licores.
Muito indicada para praças e jardins,
pela grande beleza do conjunto e para atração da fauna.
 
Produção de mudas:
floresce entre setembro a novembro.
Frutos maduros entre novembro e dezembro.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes em água, através de maceração e decantação.
Aconselha-se o plantio direto em embalagens individuais.
Emerge, entre 15-30 dias.
A viabilidade germinativa é curta, semelhante às demais espécies desta família.
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
Frutifica já aos 4 ou 5 anos, quando plantada em solo fértil.
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome:
grumixama, Eugenia brasiliensis
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
grumixameira, grumixaba, etc.
 
Distribuição:
Ocorre do sul da BA até SC, na mata pluvial atlântica.
Sua maior ocorrência é nas planícies aluviais, sendo mesmo aí bastante rara.
 
Características:
perenifólia, heliófila e higrófila,
de 10 – 15 m de h, com 25 – 40 cm de DAP,
folhas simples, coriáceas, glabras, 6-9 cm de comprimento, por 3-5 de largura.
O tronco é descamante, com tons claros e escuros.
Produz frutificação abundante.
 
Seus frutos, arredondados e com tamanho em torno de 2 cm,
quando maduros, são amarelos à alaranjados, conferindo à árvore um belo aspecto.
Bastante apreciados pela fauna, e para consumo humano in natura.
Muito indicada para praças e jardins e ruas,
pelo pequeno porte, grande beleza do conjunto e para atração da fauna.
 
Produção de mudas:
floresce entre setembro a novembro.
Frutos maduros entre novembro e dezembro.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes em água, através de maceração e decantação.
Aconselha-se o plantio direto em embalagens individuais.
Emerge, entre 30-60 dias.
A viabilidade germinativa é curta, semelhante às demais espécies desta família.
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome:
araçá-piranga, Eugenia leitonni
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
goiabão, araçandiva, araçanduva, araçatunga,
 
Distribuição:
Ocorre do sul da BA até o PR,
na floresta pluvial da encosta atlântica.
Prefere locais com solos de boa umidade e várzeas.
 
Características:
perenifólia ou semidecídua, heliófila e higrófila,
de 8 –14 m de h, com 25 – 40 cm de DAP,
folhas opostas, pecioladas, membranáceas, glabras,
de 9-17 cm de comprimento, verde-caro com um leve tom amarelado.
São muito típicas sobretudo pelo relevo que apresenta enervações em baixo relevo,
e um contorno enervado em baixo relevo ao longo de toda a folha.
O  tronco é levemente escamante e de vistosa cor ferrugínea.
 
Seus frutos, quando maduros, são amarelos e arredondados, entre 3 a 6 cm,
e bastante apreciados pela fauna.
Muito indicada para praças e jardins,
pela grande beleza do conjunto e para atração da fauna.
 
Produção de mudas:
floresce entre novembro e dezembro.
Frutos maduros entre fevereiro e março.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes em água, através de maceração e decantação.
Aconselha-se o plantio direto em embalagens individuais.
Emerge, entre 40-80 dias.
A viabilidade germinativa é curta, semelhante às demais espécies desta família.
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome:
goiaba-serrana, Feijoa sellowiana
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
goiabeira-serrana, araçá-do-rio-grande, goiaba-do-campo, goiaba-silvestre, etc.
 
Distribuição:
Ocorre do PR ao RS, nos campos e matas dos pinhais.
 
Características:
semidecídua, heliófila e higrófila,
de 2 – 4 m de h, com 15 – 20 cm de DAP,
(no interior do mato de pinheiros, pode chegar até a 10 m de altura e 50 cm de DAP).
Folhas opostas, coriáceas, com nervuras marcadas, simples verde escuras luzentes,
de 4-6 cm de comprimento, por 3-4 de largura.
A floração é muito vistosa, com branco-róseo e vermelho bem nítidos,
estames escarlate saindo em tufo de 2 cm do centro da flor.
Produz frutificação muito apreciada pela fauna
e pela população humana para consumo in natura, como para doces e geleias.
Suas pétalas adocicadas são também consumidas pelas aves que neste caso,
também ajudam na polinização.
 
Seus frutos, ovais e com tamanho entre 3 a 7 cm, quando maduros.
Podem apresentar mais de 100 pequenas sementes.
Muito indicada para praças e jardins,
pela grande beleza do conjunto e para atração da fauna.
 
Produção de mudas:
floresce entre setembro a novembro.
Frutos maduros entre janeiro e março.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes em água corrente com uma peneira bem fina.
Aconselha-se a semeadura em canteiros.
A viabilidade germinativa é curta, semelhante às demais espécies desta família.
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
 
 
 
 
 
 
 
Nome:
cambuí, Myrciaria tenella
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
cambuim, camboí, cambuí-preto, cambuizinho, etc.
 
Distribuição:
Ocorre de MG ao RS,
na floresta semidecídua de altitude e mata dos pinhais.
Prefere margens de rios e terrenos de várzeas úmidas.
 
Características:
semidecídua, esciófila e higrófila,
de 4 – 6 m de h, com 20 – 30 cm de DAP,
folhas glabras, de 1,4-2,4 cm de comprimento, por 0,5-1 de largura.
O tronco é escuro, mas medianamente descamante,
ficando clara a região descamada, conferindo aspecto marmorizado.
Apresentando superfície irregular.
A floração é branca e medianamente vistosas.
 
Seus frutos quando maduros, são pretos e arredondados,
com tamanho entre 0,6 a 0,8 cm.
Nascem nos ramos finos, da ponta dos galhos.
Bastante apreciados pela fauna.
Muito indicada para praças e jardins,
pela grande beleza do conjunto e para atração da fauna.
 
Produção de mudas:
floresce entre novembro e dezembro.
Frutos maduros entre janeiro à março.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea diretamente da árvore.
Pode-se semeá-los diretamente, sem despolpá-los.
Aconselha-se a semeadura em canteiros, ou diretamente em embalagens individuais.
Emerge, entre 30-60 dias.
A viabilidade germinativa é curta, semelhante às demais espécies desta família.
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome:
araçá, Psidium cattleianum
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
araçá-amarelo, araçazeiro, araçá-vermelho, araçá-doce, araçá-manteiga, etc.
 
Distribuição:
Ocorre da BA ao RS, na mata pluvial atlântica.
Prefere locais mais abertos e iluminados como orlas de matas de galeria,
e solos com boa umidade e compactos das várzeas.
 
Características:
perenifólia ou semidecídua, heliófila e higrófila,
de 3 – 10 m de h, com 15 – 30 cm de DAP,
folhas coriáceas, glabras, de 5-10 cm de comprimento, por 3-6 de largura.
Este conjunto é facilmente reconhecível,
mesmo quando ainda pequena no chão das matas.
 O tronco é liso, de cor clara, um pouco tortuoso e descamante.
A floração é branca e medianamente vistosas.
 
Seus frutos, arredondados e com tamanho entre 2,5 a 3,5 cm,
quando maduros, são amarelados, conferindo à árvore um belo aspecto.
Nascem nos ramos finos, na ponta dos galhos.
Bastante apreciados pela fauna, e para o consumo humano in natura.
Muito indicada para praças e jardins,
pela grande beleza do conjunto e para atração da fauna.
 
Produção de mudas:
floresce entre junho a dezembro.
Frutos maduros entre setembro e março.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes em água, através de maceração e decantação.
Aconselha-se a semeadura em canteiros,
para posterior plantio em embalagens individuais.
Emerge, entre 20-40 dias.
A viabilidade germinativa é curta, semelhante às demais espécies desta família.
 Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome:
goiabeira, Psidium guajava
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
goiaba, goiabeira-branca, goiabeira-vermelha, goiaba-pera, araçá-goiaba, etc.
 
Distribuição:
Ocorre em quase todo o Brasil, mas sobretudo do RJ ao RS,
na floresta pluvial atlântica.
Prefere locais mais abertos e iluminados
como orlas de matas, e solos com boa umidade.
 
Características:
semidecídua, heliófila e higrófila,
de 3 – 6 m de h, com 20 – 30 cm de DAP,
folhas simples, de 8-12 cm de comprimento, por 3-6 de largura,
com um tom avermelhado nas mais novas, suportadas por galhada clara.
O tronco é de cor clara, um pouco tortuoso e descamante.
Floresce entre setembro a novembro.
A floração é branca e medianamente vistosa.
 
Seus frutos, no formato de pêra,
apresentam tamanho entre 5 a 7 cm, quando maduros.
Bastante apreciados pela fauna,
e utilizados inclusive para industria de sucos, doces, geléias, etc..
Muito indicada para praças e jardins,
pela grande beleza do conjunto e para atração da fauna.
 
Produção de mudas:
Frutos maduros entre dezembro e março.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes em água, através de maceração e decantação.
Aconselha-se a semeadura em canteiros
para posterior plantio em embalagens individuais.
Emerge, entre 20-40 dias.
A viabilidade germinativa é superior a um ano.
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome:
cambucazeiro, Marlierea edulis
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
cambucá, cambucá-verdadeiro, etc.
 
Distribuição:
Ocorre do RJ até SC, na floresta pluvial atlântica.
Prefere o interior das matas densas de várzeas e início de encostas.
 
Características:
perenifólia, esciófila e seletiva higrófila,
de 5–10 m de h, com 30–40 cm de DAP,
folhas simples, glabras superiormente, de 12-17 cm de comprimento.
O tronco é de cor ferrugem, um pouco tortuoso e descamante.
Floresce entre outubro a dezembro.
A floração é branca e discreta.
 
Seus frutos são arredondados, entre 3 a 5 cm de diâmetro,
e amarelados quando maduros.
São fixados diretamente em galhos um pouco mais grossos,
e não nos finos ramos como é comum nesta família.
Bastante apreciados pela fauna,
e tidos pelo Homem, como muito saborosos para consumo in natura.
Muito indicada para praças e jardins,
pela grande beleza do conjunto e para atração da fauna,
e para locais sob redes elétricas pelo seu lento crescimento.
 
Produção de mudas:
Frutos maduros entre dezembro e janeiro.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes manualmente.
Aconselha-se a semeadura diretamente em embalagens individuais.
Emerge, entre 40-100 dias.
A viabilidade germinativa é curta, semelhante às demais espécies desta família.
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome:
guabiju, Myrcianthes pungens
 
Família:
Myrtaceae
 
Sinônimos vernáculos:
guabiju-guaçu, guabira-guaçu, guajaraí-da-várzea, etc.
 
Distribuição:
Ocorre de forma rara, de SP até o RS,
na floresta semidecídua de altitude e da bacia do Rio Paraná e do Rio Uruguai.
Prefere o interior das matas em áreas úmidas e encostas rochosas.
 
Características:
semidecídua, esciófila a mesófila e seletiva higrófila,
de 15–20 m de h, com 40–60 cm de DAP,
folhas simples, glabras, de 3-7 cm de comprimento,
com ápice delicadamente pungente.
O tronco é de cor cinza claro, um pouco tortuoso e descamante.
Floresce entre setembro e novembro.
A floração é branca, discreta e melífera.
 
Seus frutos são arredondados, de 1 a 1,5 cm de diâmetro,
com pilosidade semelhante àquela de pêssego, e roxo-escuros quando maduros.
Bastante apreciados pela fauna,
e tidos pelo Homem, como muito saborosos para consumo in natura.
Muito indicada para praças e jardins,
pela grande beleza do conjunto e para atração da fauna.
 
Produção de mudas:
Frutos maduros entre janeiro e março.
Colhe-se os frutos quando começarem a queda espontânea, ou junta-se do chão.
Pode-se despolpar as sementes em água corrente.
Aconselha-se a semeadura diretamente em embalagens individuais.
Emerge, entre 30-40 dias.
A viabilidade germinativa é curta, semelhante às demais espécies desta família.
Nos primeiros meses, devem ser mantidas em ambiente abrigado do sol forte.